Terapias Integrativas e Complementares: Guia Completo
Guia das terapias integrativas: o que é cada uma, como é a sessão, o que diz a ciência e onde encontrar terapeutas.
- Reiki — Prática de origem japonesa em que o terapeuta pousa as mãos sobre o corpo, ou próximo dele, com a intenção de promover relaxamento e equilíbrio. É uma das práticas oferecidas no SUS.
- Acupuntura — Técnica da Medicina Tradicional Chinesa que usa agulhas finas em pontos específicos do corpo. É uma das práticas integrativas com mais estudos científicos, principalmente para dor crônica.
- Massagem Terapêutica — Conjunto de técnicas manuais aplicadas sobre músculos e tecidos para aliviar tensões, dores e promover relaxamento. Os estudos mostram benefício de curto prazo para dor e bem-estar.
- Yoga — Prática de origem indiana que combina posturas físicas, respiração e meditação. Tem boa base de estudos para dor lombar crônica e para redução do estresse.
- Meditação e Mindfulness — Práticas de treino da atenção e da consciência do momento presente. Programas estruturados de mindfulness estão entre as práticas integrativas com evidência mais sólida para saúde mental.
- Aromaterapia — Uso terapêutico de óleos essenciais extraídos de plantas, por inalação ou aplicação diluída na pele. Pode ajudar no relaxamento, mas exige cuidado: óleo essencial não é inofensivo.
- Ayurveda — Sistema tradicional de saúde da Índia que combina alimentação, rotina, massagens com óleos, ervas e práticas como yoga e meditação. Faz parte das práticas integrativas do SUS.
- Homeopatia — Sistema terapêutico criado no século XVIII que usa substâncias muito diluídas, escolhidas pelo princípio de que “semelhante cura semelhante”. No Brasil, é especialidade médica e está no SUS.
- Terapia Tântrica — Abordagem corporal inspirada em tradições tântricas indianas, voltada à consciência do corpo, da respiração e da sexualidade. Há pouca pesquisa científica sobre ela, e consentimento e ética são essenciais.
- Naturopatia — Abordagem que combina orientações de alimentação, estilo de vida, plantas medicinais e terapias naturais para estimular a saúde. Está no SUS, mas a eficácia como sistema é pouco estudada.
- Shiatsu — Técnica japonesa de pressão com os dedos, palmas e cotovelos sobre pontos e meridianos do corpo, feita com a pessoa vestida. É usada para relaxamento e alívio de tensões.
- Reflexologia — Técnica de pressão em pontos dos pés, das mãos ou das orelhas que, segundo a tradição, corresponderiam a órgãos do corpo. É relaxante, mas não há comprovação de efeito sobre órgãos ou doenças.
- Quiropraxia — Área focada em problemas da coluna e das articulações, tratados principalmente com manipulação e mobilização da coluna. Tem evidência para dor lombar, com resultados semelhantes aos de outros tratamentos.
- Musicoterapia — Uso da música e de seus elementos por um profissional formado, com objetivos terapêuticos definidos. Tem evidência de benefício em depressão e no autismo, segundo revisões Cochrane.
- Dançaterapia — Uso terapêutico da dança e do movimento para integrar corpo e emoções. Estudos indicam melhora de humor, ansiedade e qualidade de vida.
- Psicanálise — Abordagem criada por Sigmund Freud que busca compreender conflitos e padrões inconscientes por meio da fala. As psicoterapias psicodinâmicas, derivadas dela, têm evidência de eficácia.
- Nutrição Integrativa — Abordagem da nutrição que considera alimentação, rotina, sono, estresse e preferências de cada pessoa. A base com mais evidência é um padrão alimentar rico em alimentos in natura.
- Ciências da Mente — Termo usado para práticas que trabalham pensamentos, atenção e emoções, como hipnoterapia e programação neurolinguística (PNL). A evidência varia muito de uma prática para outra.
- Terapias Holísticas — Nome dado a práticas que olham para a pessoa como um todo: corpo, emoções, relações e estilo de vida. Elas variam muito em método e em evidência científica.
- Saúde Integrativa — Modelo de cuidado que combina a medicina convencional com práticas complementares que tenham evidência de segurança e benefício, com o paciente no centro das decisões.